8 de janeiro de 2009

OVNI se chocou com uma turbina de uma usina eólica..

Uma hélice gigante de uma turbina de uma usina eólica ficou completamente amassada depois de ser atingida por um OVNI.

Hélice da turbina danificada

Os moradores locais foram acordados às quatro horas da madrugada com o barulho do impacto depois que luzes estranhas foram vistas riscando os céus na direção do gerador da usina eólica.

Confusos os chefes da usina falaram do acidente em Conisholme, Lincs: “Temos uma equipe investigando o fato." Não havia nenhum sinal da perda de uma hélice. Um ufólogo disse: “Estamos muito entusiasmados.”

Uma mulher contou como viu um OVNI rasgando os céus da usina eólica e se chocando com a turbina.

Dorothy Willows, que mora há dois quilômetros do local do acidente, estava em seu carro quando “luzes estranhas” apareceram no céu.

Ela estava entre várias pessoas que viram as misteriosas esferas amarelas alaranjadas no céu de Lincolnshire onde a turbina foi completamente destruída.

Dorothy, da cidade Louth, disse: “As luzes estavam se movendo pelo céu rumo à usina eólica.

"Então vi um objeto voando baixo. Estava deslizando no céu na direção das turbinas.”

Horas depois havia um estrago enorme.

Dorothy disse: “Meu marido, que se chama Stephen acordou às quatro horas da madrugada devido ao estrondo.”

Logo depois não havia nenhum sinal de uma das três lâminas de uma hélice enorme de uma turbina, que foi arrancada com a colisão.

Outra lâmina foi encontrada torcida e inutilizada. Outros habitantes da região contaram que as luzes se pareciam com bolas de fogo. Lesley Whittingham, de 71 anos, conseguiu fotografar a cena e disse: “Foi uma explosão gigantesca no ar.”

Lesley Whittingham, 71


John Harrison, outra testemunha, contou quando ele olhou pela janela de sua casa que viu a aterrissagem de uma bola enorme de luz com tentáculos que se direcionavam completamente para o chão sobre a usina eólica. Ele disse: “Era enorme e possuía tentáculos, era muito parecido com um polvo.”

O objeto que se chocou com a turbina em Conisholme, perto de Louth, no domingo se esquivou de outras turbinas da usina. Até ontem à noite os peritos não tinham nenhuma explicação para o que tinha acontecido. Não havia nenhuma informação ou relatório de nenhum acidente envolvendo aviões.

O Secretário de Saúde e funcionários da segurança disseram que até mesmo uma forte rajada de vento não explicaria o acidente.

O dano foi descrito pelos Executivos da Saúde e Segurança como um incidente único e sem igual.

A empresa que gerencia a usina e que se chama Ecotricity admitiu: “Não sabemos o que causou o problema. Estamos investigando.”

O ufólogo Russ Kellett, disse que várias testemunhas viram objetos misteriosos antes do estrondo.

Ele disse: “Foram vistas bolas de luz no céu e o Ministério da Defesa não tem nenhuma explicação. Estamos empolgados com este caso.”

Ontem à noite o incidente foi o assunto que rolou na internet. Inclusive o incidente foi batizado de “O OVNI Polvo” por causa dos tentáculos e por causa da forma que as luzes apareceram juntas.

O Ministério da defesa comentou o seguinte sobre o acidente: “A menos que haja evidência de uma ameaça potencial, nenhuma investigação será feita para identificar a natureza do avistamento.”


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7 de janeiro de 2009

Ufólogos começam a investigar o caso da explosão de Tok no Alasca

O objeto misterioso que caiu em Tok no dia 29 de dezembro de 2008, e que chamou a atenção da cidade inteira com um estrondo enorme, também foi visto de longe, e temos inclusive notícias de pessoas que viram o objeto na cidade de Healy.

Enquanto os funcionários do governo disseram que o objeto seria possivelmente um meteoro, pelo menos uma das testemunhas informou o fato para o Centro Nacional de Objetos Voadores Não identificado em Washington, e muitos outros habitantes de Tok, relataram histórias semelhantes de estranhos objetos ocorridas em anos passados.

Várias pessoas de Tok informaram o estrondo misterioso que escutaram, logo após às 15h:00min do dia 29 de dezembro de 2008. A polícia também recebeu vários telefonemas, e informou que o incidente como sendo um meteoro confirmado pela Administração Federal de Aviação em Fairbanks.

Desde então, outros moradores informaram que também viram um objeto luminoso numa trajetória rumo ao nordeste perto da cidade no mesmo horário em que o fato aconteceu, mas em locais distantes.

Tony Mueller da cidade de Healy estava dirigindo próximo a Rodovia Parks quando viu uma luz intensa que parecia explodir.

“Fiquei pasmo porque tudo ficou tão claro quanto a luz do dia,” explicou Tony.

O clarão foi tão rápido que ele não conseguiu definir o local onde este de fato aconteceu.

"Simplesmente apareceu do nada, e foi assustador,” contou Tony.

Outras pessoas revelaram que testemunharam um objeto voador com uma luz intensa e outra que piscava na mesma hora que o incidente aconteceu, mas desta vez as testemunhas estavam na Rodovia Elliott que fica a 25 Km de Fairbanks, e aproximadamente a 5 Km de Healy.

Um homem que estava removendo a neve das estradas à aproximadamente 48 Km de Tok viu um rastro de vapor estranho que deu várias voltas pelo céu, de acordo com um relatório do Centro Nacional de Relatos de OVNIs. Quando ele percebeu o objeto, ele passou a olhar para o céu, e escutou um estrondo enorme. "Parecia um foguete ou jato que tinha perdido o seu controle", afirmou a testemunha. Depois ele correu para sua casa e pediu à sua esposa testemunhar também aquele rastro de vapor que estava visível e se dissipando lentamente pelo ar.

Peter Davenport, diretor do NUFORC, que estuda ufologia há 14 anos disse que é muito difícil de se dizer qual o fenômeno que ocorreu no Alasca sem ter testemunhado o evento, ele ainda confirmou que a hipótese extraterrestre ainda não pode ser descartada neste caso.

“Não posso dizer que um OVNI legítimo deixa ou não qualquer rastro de fumaça atrás dele, mas pela minha experiência, é uma ocorrência muito rara,” explicou Davenport.

"Avistamentos de OVNIs não são raros, temos mais de 59.000 relatórios de OVNIs armazenados na nossa página na Internet," explicou Davenport.

“Certamente estamos sendo visitados pelos OVNIs, mas não sabemos com que freqüência,” continuou Davenport.

"Quanto maior a quantidade de relatos ufológicos maior é a possibilidade da presença extraterrestre na Terra, e pelo menos algumas testemunhas que viram um OVNI sentem vontade de contar o incidente," afirmou o diretor do NUFORC.

Davenport solicitou para as testemunhas deste fato registrarem seus relatos em sua página da Internet. "Quanto mais informações tivermos melhor será para as nossas pesquisas, já que muito poucas testemunhas que vêem um OVNI estão dispostas falar."

“A chave para minha pesquisa está no relato da testemunha,” Davenport estima que apenas um em dez mil americanos que vêem um OVNI tem a coragem de relatar.

“É muito estressante, as pessoas pensam que OVNIs são incomuns, mas tenho que dizer que na realidade não são. Os seres humanos são muito mais estranhos do que os extraterrestres ou do que os OVNIs,” finalizou Davenport.

Tony Delia não está preparado para dizer que ele viu um OVNI. Simplesmente ele não tem certeza se os objetos que iluminaram o céu a 50 milhas do sul de Tok eram meteoros ou satélites perdidos.

Ele estava em sua casa lavando alguns pratos quando sua filha saiu para filmar a decoração de natal do seu caminhão. Momentos depois, ela chamou o seu pai.

“Ela apontou para o céu, e nós vimos estas bolas enormes de fogo com cores diferentes,” ele descreveu.

Mais de 20 pessoas que moram na aldeia de Mentasta sairam de casa para observar o que estava brilhando no céu noturno do Alasca. Eram nove objetos de vários tamanhos e cor que estavam sobre as montanhas a nordeste pairando numa formação irregular.

“A aldeia inteira nunca deu tanta atenção a um fato como este,” Delia refletiu. “Nunca vi uma coisa como esta. Já vi meteoros e satélites. Não quero dizer que vi OVNIs, porque não sei. Acredito que existe algo que nós não sabemos ainda no universo. Simplesmente, não podemos explicar.”


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6 de janeiro de 2009

Vida no subsolo de Marte pode ser possível segundo a ciência

 

No subsolo de Marte pode haver condições para o surgimento de formas de vida, afirmou o subdiretor do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia de Ciências da Rússia, Oleg Korablev, à agência Interfax.

"A superfície do planeta vermelho é pouco apta para vida, mas no subsolo, à pequena profundidade, as condições podem ser completamente aceitáveis", declarou o cientista, que destacou a importância da missão da sonda ExoMars para Marte, que está sendo preparada pela Agência Espacial Européia (ESA).

Em Marte "há um pouco de ozônio, mas a grossura da atmosfera é tão pequena que a radiação solar ultravioleta chega à superfície do planeta quase com toda sua força e, literalmente, a esteriliza", declarou.

Korablev afirmou que em Marte "é necessário cavar, e não apenas cavar um pouco, como fizeram a sonda americana, mas perfurar o solo", missão que a "ExoMars" pode cumprir com sucesso.

Afirmou que o aparelho preparado pela ESA - que se cumprir o calendário previsto poderia partir da Terra com destino a Marte em 2013 - tem uma perfuradora que pode alcançar dois metros de profundidade.

O cientista russo acrescentou que as mostras do subsolo marciano serão examinadas com ajuda de microscópios e, depois, serão queimadas para analisar os gases que forem gerados de sua combustão.

"Trata-se de uma análise voltada à busca de produtos biológicos e plantas de vida biológica", declarou Korablev, que expressou sua confiança de que Rússia terá uma participação ativa na experiência da ESA.

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BORISKA - O menino que veio de marte

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Em 11 de janeiro de 1996, uma criança incomum nasceu na cidade de Volzhsky, na região de Volgograd, Rússia. Sua mãe, Nadezhda Kipriyanovich descreve o trabalho de parto: "Foi muito rápido e não senti nenhuma dor. Quando me mostraram o bebê, ele me olhava fixamente com seus grandes olhos castanhos. Como médica (ela é dermatologista), eu sei que não é habitual entre naciturnos esse olhar concentrado. Exceto esse fato ele parecia um bebê normal."

Quando saiu da maternidade, de volta ao lar, Nadezhda começou a perceber que o menino, chamado Boris, tinha um comportamento singular: raramente chorava e nunca solicitava qualquer alimento. Ele crescia como as outras crianças mas começou a falar aos quatro meses e dizia frases inteiras aos oito meses. Com um ano e meio, lia jornais. Os pais deram a ele um jogo de peças para montar figuras e ele começou a elaborar estruturas geométricas combinando diferentes partes com precisão. "Eu tinha a impressão de que nós éramos como aliens para ele, aliens com os quais ele estava tentando se comunicar" - disse a mãe de Boris ou Boriska, como é chamado pela família.

Boriska começou a desenhar figuras que, à primeira vista, eram abstrações nas quais se misturavam tons de azul e violeta. Quando psicólogos examinaram os desenhos, disseram que o garoto estava, provavelmente, tentando representar a aura das pessoas que via ao seu redor. Aos três anos, Boris começou a conversar com seus pais sobre o Universo. Ele sabia nomear todos os planetas dos sistema solar e seus respectivos satélites. Falava também nomes e número de galáxias. Isso pareceu assustador e a mãe pensou que seu filho estava fantasiando; por isso, resolveu conferir se aqueles nomes realmente existiam. Consultou livros de astronomia e ficou chocada ao constatar que Boris, de fato, sabia muito sobre aquela ciência.

Os rumores sobre o "menino-astrônomo" espalharam-se rapidamente na cidade. Boriska tornou-se uma celebridade local e as pessoas começaram a visitá-lo para ouví-lo falar sobre civilizações extraterrestres, sobre a existência de antigas raças humanas de gigantes, sobre o futuro do planeta em função de mudanças climáticas. Todos ouviam aquelas coisas com grande interesse embora não acreditassem nas histórias.

Os pais decidiram batizar o filho cogitando que talvez fosse uma questão espiritual pois acreditavam que havia algo errado com Boris. Mas o fenômeno não cessou: Boriska começou a falar às pessoas sobre seus "pecados". Um dia, na rua, abordou um rapaz e admoestou-o por usar drogas; advertia certos homens para que parassem de bater em suas mulheres; prevenia pessoas sobre a iminência de problemas e doenças.

O menino sofre com o conhecimento prévio de desastres naturais ou sociais: durante a crise do Beslan, recusou-se a ir à escola enquanto durou o ataque. Quando perguntaram a ele o que sentia sobre o assunto respondeu que era como se algo queimasse dentro dele. "Eu sabia que o caso todo teria um final terrível" - disse Boriska. Sobre o futuro do planeta ele avisa que a Terra passará por duas situações muito perigosas nos anos de 2009 e 2013, com a ocorrência de catástrofes relacionadas à água.

Especialistas dos Instituto de Estudos do Magnetismo Terrestre e Ondas de Rádio da Academia Russa de Ciências (Institute of Earth Magnetism and Radio-waves of the Russian Academy of Sciences) fotografaram a aura de Boriska que mostrou-se forte, nítida de modo incomum. O professor Vladislav Lugovenko analisa: "Ele apresenta um espectograma laranja, o que significa que é uma pessoa alegre, positiva, com um intelecto muito poderoso".

Existe uma teoria de que o cérebro humano possui dois tipos básicos de memória: a memória de trabalho (consciente, voluntária) e a memória remota. Uma das habilidades do cérebro é salvar informações sobre a experiência, sejam emoções ou pensamentos, em uma dimensão que transcende o indivíduo. Essas informações são capturadas por um singular campo informacional que faz parte do Universo. Poucas pessoas são capazes de acessar informações contidas nesse campo."

Ainda segundo Lugovenko, é possível medir as faculdades extrasensoriais das pessoas com o auxílio de equipamentos especiais e através de procedimentos muito simples. Cientistas de todo o mundo têm-se se empenhado na pesquisa desses fenômenos a fim de revelar o mistério destas crianças extraordinárias, como o garoto Boris. Um dado interessante é que nos últimos 20 anos, bebês dotados de habilidades incomuns têm nascido em todos os continentes.

Os especialistas chamam estas crianças de indigo children ou "crianças azuis", possivelmente uma referência ao avatar indiano Khrisna que, segundo a lenda, era azul. "Boriska é uma dessas crianças. Aparentemente, as "crianças azuis" têm a missão especial de promover mudanças em nosso planeta. Muitas delas possuem as espirais do DNA notavelemnte perfeitas o que lhes confere uma inacreditável resistência do sistema imunológico capaz de neutralizar a ação do vírus da AIDS. Eu [Lugovenko] tenho encontrado crianças assim na China, Índia, Vietnam entre outros lugares e estou certo de esta geração mudará o futuro da nossa civilização.

Enquanto as agências espaciais tentam encontrar sinais de vida no planeta Marte, Boriska, aos nove anos, relata aos seus parentes e amigos tudo o que sabe sobre a civilização marciana, informações que ele recorda de uma vida passada. Um jornalista russo entrevistou recentemente o menino sobre sua experiência como habitante de Marte:



ENTREVISTADOR - Boriska, você realmente viveu em Marte como dizem as pessoas da vizinhança?

BORISKA - Sim, eu vivi, é verdade. Eu tinha 14 ou 15 anos. Os marcianos faziam guerra todo o tempo e eu tinha de participar daquilo. Eu podia viajar no tempo e no espaço, podia voar em naves espaciais e também pude observar a vida no planeta Terra. As naves marcianas são muito complexas e podem se deslocar pelo Universo.

ENTREVISTADOR - Existe vida em Marte atualmente?

BORISKA - Sim, existe, mas o planeta perdeu sua atmosfera há muitos anos atrás como resultado de uma catástrofe global. O povo marciano ainda vive em cidades nos subterrâneos. Eles respiram gás carbônico.

ENTREVISTADOR - Qual é a aparência dos marcianos?

BORISKA - Eles são muito altos, uma altura média de sete metros. Eles possuem capacidades inacreditáveis.



Boriska fala de Marte mas também tem lembranças de suas observações sobre Terra naquela existência passada: ele foi testemunha da destruição da lendária civilização da Lemúria, "A maior catástrofe que já aconteceu neste planeta. Um continente gigante foi engolido por terríveis tempestades oceânicas. Eu tinha um amigo lemuriano que morreu na minha frente esmagado por uma rocha. Não pude fazer nada. Nós estamos destinados a nos reencontrar em algum momento desta vida." Sobre o Egito, Boriska diz que existe um conhecimento precioso oculto sob uma pirâmide que ainda não foi descoberta: "A vida vai mudar quando a Esfinge for aberta. A Esfinge tem um mecanismo que aciona uma abertura secreta. O mecanismo está atrás da orelha."

Quanto ao aumento de nascimentos de crianças especialmente dotadas, o garoto informa que isto é decorrência do fato de que "chegou a época" propícia para que elas venham à Terra porque o "renascimento do planeta se aproxima... Eles estão nascendo e estarão preparados para ajudar as pessoas... Amar seus inimigos, essa é a Lei. Você sabe porque o lemurianos pereceram? Porque eles não investiram no desenvolvimento espiritual e mergulharam nas práticas da Magia desconsiderando esta Lei. O amor é a verdadeira mágica!". Boris encerrou a entrevista dizendo: Kailis, e o entrevistador perguntou:



ENTREVISTADOR - O que você disse?

BORISKA - Eu disse Olá. Essa é a língua do meu planeta.


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4 de janeiro de 2009

Universidade de Hong Kong cancela curso de ufologia

Universidade de Hong Kong


Um grupo de ufologia em Hong Kong condenou a maior universidade da cidade por ter cancelado seu curso de ufologia porque a direção da instituição tem objeções pelo assunto.

O curso foi marcado para começar em setembro do ano passado como um tema opcional para os estudantes da Universidade Hong Kong em um projeto em comum entre a universidade e o Instituto de Ufologia de Hong Kong, publicou o jornal Daily Apple.

O curso estava atrasado e houve discussões para oferecê-lo numa data posterior depois que alguns acadêmicos expressaram reservas sobre o seu conteúdo, disse Moon Fong, uma participante do comitê do instituto.

"Alguns membros da faculdade de ciência da universidade estavam preocupados que o curso apresentasse apenas o ponto de vista dos ufólogos", contou Fong.

"Mas nós acreditamos que eles apenas estavam preocupados sobre a possibilidade da ufologia se tornar uma disciplina popular na universidade," complementou Fong.

Fong disse que o seu instituto ficou desapontado em ver o curso cancelado e que a atitude chocou e descriminou os ufólogos e ainda disse que este problema é comum nas instituições acadêmicas de todo o mundo.

Porém, Albert Chau, que é diretor geral da universidade na pasta de educação geral, disse que o cancelamento não aconteceu devido a qualquer forma de pressão de outras faculdades.

"Alguns colegas sugeriram que era necessário ter formas diferentes para abordar o assunto. Nós decidimos que a sugestão era uma boa e que havia uma necessidade de se reorganizar o curso," ele disse.

Chau disse que eles ainda estavam na fase de discussões com o instituto a respeito curso, e acrescentou que não estava seguro quanto à formação que seria oferecido aos estudantes da universidade.

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Político australiano se recusa a falar sobre OVNIs

Os Australianos estão vendo ultimamente coisas muito estranhas nos céus e às vezes no chão, nas cidades de Melbourne, Mullumbimby, Budgewoi e Bundaberg. Os avistamentos de OVNIs nunca foram tão freqüentes como agora, contudo os políticos estão mantendo silêncio e mistério sobre o assunto.

Um destes políticos é Malcolm Turnbull, um dos nomes mais fortes da atual política australiana.


Malcolm Turnbull

Malcolm Turnbull é membro do parlamento australiano e Líder de um dos partidos políticos principais da Austrália, O Partido Liberal.

A governo agora está nas mãos da oposição, porém Turnbull tem uma enorme chance de ser o próximo primeiro-ministro da Austrália. Turnbull também faz parte do movimento que pede para a Austrália recusar apoio à Monarquia do Reino Unido.

Michael Cohen, do Jornal All News, teve a oportunidade de falar com Turnbull e lhe fazer algumas perguntas sobre os OVNIs. Foi provavelmente a primeira vez que ele foi questionado sobre este assunto pela mídia. Algumas das respostas que ele deu foram surpreendentes.

Quando ele foi questionado se o governo australiano sabia de algo sobre seres extraterrestres e assuntos ligados a OVNIs ele foi bastante evasivo e afirmou que não tinha certeza se o governo sabia de algo, e ainda disse que se alguém soubesse de algo que não falaria. Logo depois, ele fez a seguinte revelação de surpresa: "Informações sobre este assunto estão em segredo máximo". Este foi um comentário verdadeiramente notável. Ele mencionou então que a Austrália não teve seu Roswell, e nosso repórter respondeu "Que isso não era verdade."

Quando lhe perguntaram se ele acreditava que terra estava sendo visitada por extraterrestres e OVNIs ele simplesmente não respondeu ao nosso repórter e perguntou-lhe se ele acreditava. A impressão que ficou foi que ele sabia muito mais sobre o assunto.

A realidade é que a revelação sobre os OVNIs na Austrália será progressiva quanto as atitudes da nação para censurar a internet: "Nós podemos esperar este segredo por várias décadas, e ainda adivinho que nós nunca descobriremos porque existem tantos avistamentos de OVNIs."

Na hora da verdade as autoridades sempre falam que são helicópteros, refletores que procuram algo no céu, e nós nunca ficamos sabendo porque no dia seguinte ninguém confirma se havia mesmo helicópteros voando pelo céu na noite anterior.

Afinal de contas, nós somos meros mortais impotentes e ainda muito bobos por ter confiado informações como estas a uma elite que elegemos para controlar nossas vidas.

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3 de janeiro de 2009

Governo causa indignação aos ufólogos


O dia 31 de outubro é conhecido entre as datas festivas como Halloween, ou dia das bruxas. Nos países anglo-saxônicos, as crianças comemoram fantasiadas de máscaras e roupas com motivos de terror. Neste ano, o dia caiu numa sexta-feira e parece ter sido escolhido a dedo pelo Ministério da Defesa brasileiro para indignar os membros da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) e, de quebra, no Arquivo Nacional, órgão subordinado à Casa Civil da Presidência da República. Foi este o dia que o Comando da Aeronáutica (Comaer) daquele ministério escolheu para enviar à Coordenação Regional do Arquivo Nacional (AN), em Brasília, o que se chamou de “documentos relativos a objetos voadores não identificados”. Tendo recebido a notícia da remessa dos documentos ao AN em 11 de novembro, através do doutor Marivaldo Pereira, servidor que acompanha as diligências do Dossiê UFO Brasil na Sub-Chefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil (SAJ), iniciamos nossas ações para ver qual era o tamanho da abertura ufológica brasileira. É da SAJ que partem as determinações quando o assunto é arquivos públicos.

Um detalhe que chamou a atenção, e que sugeria mais uma manobra do Governo para manter as coisas como estão, sem abertura ufológica alguma, era que, até 11 de novembro, assim como nós, o servidor da SAJ também não sabia qual seria o conteúdo das pastas enviadas ao AN, uma vez que não recebera nenhum relatório sobre quais documentos versando sobre discos voadores no Brasil o Ministério da Defesa efetivamente possuía. Tampouco o doutor Pereira sabia quais eram os documentos que tiveram seu tempo de sigilo expirado, segundo a Lei 11.111/2005 – amplamente discutida em edições passadas da Revista UFO [Veja edições 140, 144 e 147], e que poderiam então ser legalmente liberados para consulta pública. O servidor recebeu apenas a informação do último ato do referido ministério, originado pelo Comaer. Assim, o doutor Pereira pediu-me para fazer uma visita ao AN, a fim de conferir os papéis que para lá foram enviados, checar se estavam de acordo com o que pedimos e retornar uma resposta em outro telefonema, assim que possível.

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OVNI pode ter sido a causa da queda do avião Tucano



O Fantástico nesta data mostrou um vídeo de um OVNI passando muito perto do avião Tucano da "Esquadrilha da Fumaça". O objeto pode ter sido o causador do acidente.

O piloto conseguiu desviar o avião na direção do mar e acionou a cadeira ejetável, há apenas três segundos antes do avião se espatifar.

Os peritos da aeronáutica não souberam como explicar o acidente. Os aviões Tucano são fabricados para suportar as manobras radicais de treinamentos, e a manutenção destes aviões é quase que obsessiva e no momento em que a asa se soltou, o capitão Barreto, estava começando a subir.

A pressão sobre o aparelho era apenas de três vezes a força da gravidade. O Tucano chega a suportar onze vezes a força da gravidade. Foi um acidente inédito em quarenta e quatro anos da "Esquadrilha da Fumaça".

Cinco segundos antes do acidente um OVNI passou pelo Tucano em altíssima velocidade.

O Capitão Barreto estava na Base Aérea de Fortaleza e a pedido do programa Fantástico assistiu as imagens onde aparece o OVNI.

O Capitão Barreto disse que durante o vôo não viu o objeto passar por ele, e um dos entrevistadores pergunta: "Em sua opinião, o que seria isso aí?”

O Capitão responde:

"Olha... é um mistério... Realmente não consigo explicar. A velocidade que ele passa é enorme, e interessante também... O tamanho dele é pequeno, em relação ao da aeronave. É que a gente pode observar. Digo ainda que o comprimento da aeronave seria de dez metros. O Objeto, se comparado com o tamanho da aeronave, é bastante pequeno."

O Capitão Barreto disse que na época tinha dezessete anos de carreira, e que nunca tinha visto nada parecido com isso. "É realmente um mistério a ser estudado!"

O ufólogo Reginaldo de Athayde processou as imagens do objeto no computador e concluiu que se trata de um objeto metálico, que reflete a luz do sol exatamente como o avião, e que desenvolve uma velocidade superior em cinco vezes a do avião.

O objeto devia medir aproximadamente de noventa centímetros a um metro de diâmetro e deveria ter como objetivo passar muito perto do avião. Estimamos que o objeto estava a uma velocidade entre 1200 a 1500 Km/h. Estimamos ainda que o objeto passou a aproximadamente dois metros da asa do avião.

O Capitão Siqueira, coordenador da "Esquadrilha da Fumaça" disse que houve "fadiga no material das ferragens de suporte". Todos os aviões da frota receberam reforços e já voltaram a fazer vôos de treinamento.

Com relação à imagem do estranho objeto que aparece perto do Tucano o Capitão Siqueira foi seco: "Não tenho elementos para falar sobre isso".


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24 de dezembro de 2008

Uma análise crítica das abduções- Parte 2



É comum os abduzidos relatarem ter passado por exames médicos a bordo de naves, muitas vezes ao lado de outros seqüestrados que não conheciam

Pode parecer ridículo, mas a comercialização de máscaras e trajes de ETs tipo greys [Cinzentos] é conseqüência direta de uma febre ufológica disseminada pelos próprios abduzidos e ufólogos. Gerou-se um “consumismo ufológico” de cunho fetichista e mercadológico, assimilado por parte significativa da população. Torna-se muito difícil avaliar se a alegada experiência é fruto de uma real intervenção extraterrestre, dos conteúdos internos inconscientes ou da moda disseminada pela mídia. Os pesquisadores devem, portanto, ficar atentos e analisar todos os aspectos cientificamente. O astrofísico e ufólogo J. Allen Hynek, quando fundou e dirigiu o Center for UFO Studies [Centro para Estudo dos UFOs, CUFOS], já chamava à atenção para as raras experiências de abduções em que aparece um “UFO real”, descartando a esmagadora maioria dos casos, que considerava produto de sonhos e alucinações. No Chile, curiosamente, certos abduzidos dizem ter sido raptados em sonhos, o que nos tem permitido realizar uma aproximação com as partes sensíveis do fenômeno, circunscrevendo-as em suas dimensões ufológicas e psicossociológicas.

Engravidadas por ETs — Em janeiro de 1994, a cidade chilena de Lota foi surpreendida por uma onda de aparições de objetos voadores não identificados. Entre as diversas testemunhas havia até um membro do Corpo de Bombeiros. Ele confirmou a passagem de três artefatos discóides, que produziram grandes clarões, afetando os sistemas elétricos da cidade. No mesmo momento, um integrante do corpo de reserva dos carabineiros [Policiais] da região registrou no livro de ocorrências da corporação o avistamento de um disco voador. Conforme o relato, encontrava-se em seu quarto quando observou um feixe de luz branco-amarelada entrando através de sua janela e seguindo em sua direção. Ao ser atingido, perdeu completamente a consciência. Ao recobrá-la, não estava mais no quarto, e sim na sala de estar, sem saber como havia chegado lá. Marisa, uma jovem dona de casa, afirmou na época estar sendo continuamente abduzida por entidades alienígenas de diferentes raças. Suas experiências começaram quando era menina. Certa noite, enquanto dormia, diz ter sido levada a um UFO por criaturas rosadas. A partir daí, passou a ser portadora de diversas mensagens de cunho semi-religioso relacionadas ao fim do mundo. Em uma dessas abduções, os supostos alienígenas a teriam engravidado para fins de reprodução e experiência genética. Extraíram seu bebê com poucas semanas de vida no “plano astral” e em seguida a incumbiram de uma importante missão. Marisa solicitou ser urgentemente hipnotizada, porque, segundo alegou, tinha “amnésias estranhas enquanto sonhava”.

Os dois casos supracitados são representativos de dois estilos de relatos com os quais temos nos confrontado. O primeiro geralmente se enreda numa somatória de variáveis e convida a investigações em diversas frentes, pois coloca em cena muitas observações simultâneas de UFOs de características anômalas e completamente alheias ao cotidiano. O efeito psicológico é forte pelo fato da pessoa ter vivenciado de forma consciente grande parte do processo. Aqui é necessária uma enquete nos arredores da área do provável seqüestro com vistas a encontrar outras testemunhas. Essas vivências geralmente são únicas. A personalidade é afetada como a de qualquer pessoa normal ante um fato anômalo e não apresenta sintomas de patologias psicológicas. Os contrastes entre os dois tipos de casos são notáveis. Em primeira instância, visões de luzes estranhas são relativamente comuns. Já o caso de Marisa surgiu logo depois que um canal de televisão passou a transmitir uma entrevista com um sujeito desconhecido da comunidade ufológica, de um país latino americano. Ele assegurou que há mulheres sendo engravidadas por extraterrestres no Chile. Entretanto, na hora de apresentar provas dessa alegação, saiu-se com evasivas. Sem qualquer constrangimento, justificou sua total falta de rigor, seu comportamento tendencioso e o excesso de fanatismo com o pueril e ridículo argumento da falta de interesse por parte dos cientistas. Estes, no seu entender, teriam ficado tão impressionados com as “provas” – não apresentadas – a ponto de preferir se passar por desentendidos, atribuindo tudo a distúrbios psicológicos e à carência afetiva. Ora, qualquer cientista diante de provas válidas e contundentes não deixaria de reconhecer isso e trataria de explorar ao máximo a descoberta de algo extraordinário, como por exemplo, uma criança produto de hibridização extraterrestre, processo que se tem aludido nos últimos anos.

Manipulando sonhos — “Vários tipos de seres, uns cinzentos, outros ruivos e altos, sempre me seqüestram quando durmo. Algumas vezes chegam a me disputar, lutando por mim”, declarou Roberta em agosto de 1993. “Encontrava-me dormindo e me vi em uma grande sala. Observei umas pequenas criaturas levando-me através de um corredor branco”, declarou Berta em junho de 1996. “Minhas abduções ocorrem sempre no ‘astral’. Tenho visto eles um sem número de vezes. Chegaram até a me levar a seu planeta natal, Vênus. Nele vi lindas paisagens, inclusive cascatas”, declarou Diana em julho de 1996. “Acordo muito cansada, pois me sugam toda a energia enquanto viajo com eles. Fecho os olhos e de imediato entramos em contato e eles me levam”, declarou Rosário em julho de 1996. Esses fragmentos de relatos ilustram um aspecto interessante do fenôme no das abduções alienígenas. O mundo onírico constitui uma dimensão fundamental para as pessoas abduzidas repetidas vezes enquanto dormem. Os símbolos emergentes configuram novos sentidos e significados ao convencional. A personalidade se transforma e experimenta sensação de plenitude e satisfação. As agruras do cotidiano são matizadas por elementos atenuadores da rotina, da solidão, do vazio, do trauma ou da frustração. É aqui, neste espaço do subjetivo, que são desenvolvidos os principais argumentos da “abdução”. O valor da mensagem ou o calibre da profecia influenciarão diretamente na freqüência das experiências e realismo relatado pelas vítimas. O dormir, portanto, passa a ser para o abduzido o estado no qual é possível alcançar, involuntária e automaticamente, dimensões paralelas e entrar em contato com extraterrestres – seres esses manipuladores do psiquismo e da sexualidade.

Tais são os aspectos principais de um fenômeno situado numa dimensão eminentemente psicológica e não propriamente física. A mente tece argumentos de acordo com os símbolos urdidos por uma cultura tecnológica. A inteligência extraterrestre é vista inconscientemente como o modelo máximo a ser alcançado. Os sonhos passam a ser o subterfúgio onde são expressos, de maneira camuflada, os conceitos deglutidos e elaborados pela própria pessoa devido a sua crença em relação aos ETs. É um ato subjetivo convertido em objetivo pela própria abduzida e por ufólogos desejosos em encontrar seqüestrados por extraterrestres a todo custo. Durante a fase da comunicação costumam emergir conteúdos de caráter apocalíptico. A abduzida torna-se depositária de um conjunto de informações, cujo aspecto mais contundente é a submissão aos mandamentos de Deus. A abduzida Diana foi instruída, em junho de 1996, a ser fiel aos juízos de Jesus, reforçando de maneira enérgica a noção de um Deus único e benevolente. Aproximadamente 95% das abduzidas são portadoras de mensagens dessa natureza, as quais refletem suas próprias crenças e expressões de pressupostos espirituais calcados em uma cultura marcadamente judaico-cristã – em simbiose com elementos da cultura tecnológica moderna destituída de ética e valores. Tudo isso soa como legítimo protesto ou reação sintomática ante o cada vez mais incerto futuro da humanidade, corroborando o fato dessas vivências serem uma “tecnologização” dos mitos religiosos do ocidente.

“Sentia um grande prazer enquanto dormia, como se alguém estivesse fazendo amor comigo. Ao despertar, comecei a acariciar uma criatura pequena e viscosa, que se encontrava em cima de mim. Aí apareceu outro ser na porta e disse àquela criatura: ‘Vamos, ela não nos serve’. A partir dessa experiência venho mantendo contato com eles todos os dias. Conversamos e encontro com eles no astral”, declarou Angélica em janeiro de 1995. “Abri meus olhos e me vi num recinto branco, sobre uma cama da mesma cor, tendo ao lado um deles completamente despido. A partir desse instante minha memória se desvanece naquele sonho”, declarou Berta em julho de 1996.

Conteúdos sexuais — Cedo ou tarde, conteúdos sexuais emergem das experiências. Na minha acepção, se tratam de símbolos de compensação psicológica. Conforme pudemos constatar mediante detalhadas entrevistas, 90% das mulheres abduzidas não tinham um relacionamento estável. Detectamos também problemas diversos relacionados à sexualidade. Destarte, a gravidez acaba adquirindo um significado quase sagrado para a seqüestrada. Ela se sente tal qual a Virgem Maria, uma escolhida dos céus, incumbida de atender objetivos supremos ao levar a “semente do universo” no ventre. Não redutíveis a explicações psicológicas são os indícios da presença de um UFO verdadeiro. Em todos os casos de abduções investigados pela AION deparamo-nos com a total ausência de discos voadores e observações em horas de vigília. Absolutamente todas as experiências desse tipo transcorreram enquanto as pessoas dormiam. Não houve nenhum instante em que as vítimas estavam despertas. Quase todas essas experiências são perfeitamente explicáveis em termos de alucinações hipnogógicas e hipnopómpicas. O primeiro estado se produz quando a pessoa começa a despertar e se encontra saindo do sonho. Nessa transição para a vigília afloram elementos do próprio inconsciente. O segundo estado tem o mesmo mecanismo, porém no sentido inverso, ou seja, quando a pessoa começa a ingressar no estado de sonho.

Mas a ausência de observações de UFOs e a provável interação destes com a preceptora constituem características importantes, que atestam a inexistência de uma vivência consistente. O resto da história se transforma em algo perfeitamente previsível. A ausência de um UFO real impossibilita relatos de testemunhas nas proximidades e acréscimo de mais detalhes à ocorrência. A investigação torna-se falha no aspecto científico, não se distinguindo das notícias marcadas por uma perspectiva explicável pela via psicológica. Um sentido messiânico latente perpassa todos os relatos de pseudo-abduções. A abduzida se considera escolhida para desempenhar uma importante missão. A entidade abdutora é elevada em sua hierarquia e revestida de aura espiritual divinizante. A abduzida tende a suavizar os traços grotescos e atribuir ao raptor qualidades dignificantes: “Era um ser de cabeça grande, olhos avultados e penetrantes, porém muito sábio”, disse Rosário.

“Seu tamanho era enorme, mas de rosto muito angelical”, disse Diana.
As atitudes de quem passa por essas experiências são nitidamente antropocêntricas [Com tendência a conceber o universo em termos de experiências ou valores humanos]. O aspecto central da experiência versa em torno da preocupação dos extraterrestres em relação ao futuro da humanidade. Todos os esforços são desprendidos com a finalidade de salvaguardar a espécie humana e a intermediação é vital para o cumprimento dos propósitos alienígenas. À luz da racionalidade desapaixonada, verificamos a prevalência de um sentido bastante ingênuo neste quadro. Todos os fundamentos propostos trazem em seu âmago preconceitos e juízos de valor morais, culturais ou religiosos. A própria pessoa afetada exacerba sua necessidade de protestar ante seus familiares e amigos, ou mesmo à sociedade em geral, e o faz por meio das mensagens enviadas desde um “Conselho Intergaláctico” ou o próprio “Jesus Cristo”. Esses são casos mais extremos, quando a hierarquização do abduzido se funde com os preceitos judaico-cristãos internacionalizados e arraigados na consciência do “missionário” imbuído da urgente necessidade de sacralizar um mundo desprovido de alma e espírito.

Sinal de alerta — Na maior parte dos casos cujo fenômeno vivenciado se encaixava perfeitamente no aspecto psicológico, a variável das experiências traumáticas – lares mal formados, autoritarismo paterno, casamentos infelizes etc – é admitida pelas próprias protagonistas. Há inclusive tentativas forçadas de explicar os mesmos processos traumáticos da infância contextualizando-os no parâmetro da abdução. “Os sofrimentos de minha infância eram necessários para purificar minha alma e assim poder ser abduzida”, declarou Diana em julho de 1996. Antes de encararmos isso como sublimação positiva, devemos tomar tal declaração como sinal de alerta, pois se trata do indicativo sintomatológico de nova patologia psicológica, produto de instâncias traumáticas individuais mescladas com situações sociais mencionadas anteriormente. Todos os pesquisadores e profissionais da área devem cuidar para evitar a massificação desse tipo de comportamento doentio. A sintomatologia é parte de uma diversidade de reações geradas no interior da própria sociedade ante a incerteza provocada pelas rápidas transformações tecnológicas em curso e a pouca adaptabilidade da consciência humana em um mundo dominado pelas incertezas. A mente fabrica respostas visando superar temores, e para tanto recorre a mitos, símbolos e elementos mágicos revestindo-os com aparatos espaciais.

Objeto flutuando — “A luz pequena girava ao redor do caminhão e meus dois acompanhantes não se precaveram do acontecido, pois já era tarde e dormiam atrás de mim. De repente, a luz ascendeu a uma elevada altitude. Vi como dela se desprendeu um objeto, que desceu suavemente e ficou flutuando a uma distância de 30 m de meu caminhão e a uns três metros de altura. Parei o veículo, desci e fui em direção ao objeto. Desse ponto em diante não me recordo de mais nada. Quando recobrei a consciência estava em direção oposta, ou seja, em frente ao caminhão. Meus acompanhantes, aterrorizados, garantiam ter me visto sendo materializado do nada”, declarou Rene em janeiro 1993. “Estava caminhando em direção a minha casa durante a noite e de repente uma massa de luz acendeu do meu lado esquerdo. Perdi a consciência e quando recobrei a mesma, me encontrava afastado cerca de 20 m do lugar onde estava originalmente, com uma leve queimação em um lado do rosto. Um mês depois me submeti a um exame médico e a doutora me indagou sobre uma cicatriz em meu braço: ‘Quando o senhor operou este braço? ’ Estupefato respondi jamais ter sido operado em minha vida. A doutora, por sua vez, replicou: ‘Como não, se há pontos em seu braço?’ ”, declarou Mário em janeiro de 1995.

“O objeto estava flutuando no meio da estrada. De meu veículo observei quando ele se deslocou ligeiramente para o lado, abrindo passagem para um caminhão. Mas quando enfrentei o objeto, este não se esquivou, paralisou meu veículo e perdi a consciência por um período de duas horas, pois meu relógio parou no instante da experiência”, declarou Heitor em maio de 1996. Experiências ufológicas de alta relevância como essas, nas quais os fatos em si são conseqüências de situações mais objetivas, porém de estranha natureza, continuam sem explicação e talvez assim permaneçam por muito tempo. As dificuldades residem não somente nos aspectos metodológicos – a demandar aperfeiçoamentos –, mas também nos suportes intelectuais aos quais estamos acostumados e quase sempre reformulados ante novos paradigmas. Nas experiências de abduções é possível apreciar a existência de uma gama de elementos impregnados de caráter muito mais global.

Caso houvesse a intervenção de agentes externos, testemunhas poderiam confirmar a aparição de UFOs nos locais das abduções. Quem observa tais fatos se encontra em estado de completa consciência e lucidez, fornecendo relatos na maioria das vezes isentos, distanciados e objetivos. Já as seqüelas físicas e psicológicas dos abduzidos se explicam pelas vivências de caráter traumático. Muitos as mantêm em sigilo por anos, tomando o cuidado de disfarçá-las. Temem ser expostos e estigmatizados socialmente. Os temores iniciais giram em torno da exeqüibilidade recorrente das experiências. Elas poucas vezes o são. Porém, quando isso ocorre, a personalidade do abduzido pode ter desenvolvido incrível resistência psicológica e não sofrer impacto emocional tão forte quanto foi no começo. Um abduzido aqui do Chile efetivamente apresentou todos os sintomas característicos de uma vivência real, entre eles lapsos de memória. Em muitos casos os UFOs estiveram presentes e foram testemunhados pelos moradores das proximidades. Na totalidade dos casos, essas pessoas nunca tiveram contato com as pessoas abduzidas. Fica descartado, portanto, quaisquer mecanismos de indução.

Da curiosidade ao ceticismo — Os UFOs eram em sua maior parte objetos esféricos de cores variando entre o amarelo e o alaranjado. As descrições eram quase sempre coincidentes, senão exatamente idênticas, não variando de região para região. Ademais, as testemunhas procuraram antes uma explicação convencional para o fenômeno, comparando-o com algo conhecido, estando alheios ao fato de ter havido nos arredores uma abdução por alienígenas. As reações variavam da curiosidade ao total ceticismo. A ausência de patologias psicológicas nas testemunhas, em contraste com as dos abduzidos, é um dado deveras interessante e revelador. Os que apenas avistaram as naves continuam vivendo normalmente. Já os abduzidos, procuram se destacar e ascender a patamares inacessíveis à quase totalidade dos seres humanos. Devemos ser capazes de ver nessa atitude algo oculto e subjacente. Para tanto, temos que abandonar nossas próprias condicionantes culturais e históricas e mudar a forma como encaramos e interpretamos a realidade.

Uma análise crítica das abduções

São vários os mecanismos das abduções alienígenas e os fatores psicológicos que podem levar à sensação de se estar sendo raptado por ETs. Este texto explora a ocorrência do fenômeno principalmente com

A abdução é um fenômeno que ainda esconde muitos mistérios
Um dos aspectos mais relevantes da ciência é que ela nos disponibiliza instrumentos capazes de elucidar o fenômeno analisado. E, ao contrário do que muitos estudiosos pensam, tal conceito é perfeitamente aplicável à Ufologia, mormente ao campo das chamadas abduções. Não há, entretanto, um consenso em torno da origem do fenômeno. Ecoa uma profusão de vozes discordantes, que confundem e atrapalham as discussões. Uns são a favor da hipótese extraterrestre, segundo a qual alienígenas atuariam como cientistas realizando testes em animais e seres humanos a bordo de suas máquinas complexas. Outros – e nessa categoria se inclui a maior parte da comunidade científica – encaram e reduzem todo o fenômeno em termos estritamente sociológicos e psicológicos. A resolução do mistério da Ufologia começa necessariamente por uma aproximação mais direta com esse complexo fenômeno.

A partir daí, estruturam-se as hipóteses pertinentes e avalia-se o que possuem de verdadeiro.
Céticos e críticos pretenderam explicar o fenômeno sem nem sequer terem saído a campo e entrevistado uma única testemunha de contato simples ou de abduções. Seus juízos de valor não comportam uma compreensão profunda da dita experiência, concentrando-se em pseudo-conjecturas revestidas de preconceitos e destituídas de fundamento. Não me refiro apenas às críticas do cético fanático, caracterizado pela ausência de flexibilidade mental, mas também aos dogmas dos crentes no Fenômeno UFO, afeitos a explicar e reduzir tudo à hipótese extraterrestre. Os critérios utilizados para selecionar os objetos de estudo da Ufologia surgem basicamente das notícias das próprias pessoas, sejam testemunhas de UFOs, seqüestradas por ETs ou vítimas de outras experiências bizarras. Suas vivências costumam ser primeiro submetidas à avaliação psiquiátrica. Se a experiência ultrapassa os limites dessa disciplina – havendo, por exemplo, a confirmação por parte de outras testemunhas ou indícios atestando a materialidade do UFO ou do fenômeno a ele relacionado –, procede-se à investigação ufológica propriamente dita, centrada nas testemunhas principais da ocorrência.

Limites da compreensão — As abduções, no meu entender, são os casos mais interessantes, pois na maioria das vezes ultrapassam os limites da compreensão a ponto de exacerbar as hipóteses convencionais – alucinações, patologias, alteração da consciência etc –, lançando-nos em uma dimensão antes desconhecida da realidade. Devemos avaliar cuidadosamente o quadro geral dos seqüestrados, e isso somente é possível com enfoque científico, por vezes ainda negligenciado nos meios ufológicos de todo o mundo – em especial do Chile, onde atuo e onde impera a desorganização e a precariedade de condições estruturais e intelectuais. A partir do instante em que um grupo de pessoas começa a relatar experiências comprometedoras de seus estados emocionais, intelectuais e físicos, típicos de um caso de abdução, nos vemos diante de uma situação passível de ser reduzida a uma apreciação mais primária, de cunho psicossociológico. É perfeitamente possível estabelecer a influência cultural nos conteúdos de determinados relatos de abdução, identificando a construção do argumento com o padrão de seriados de televisão, filmes, livros de ficção científica etc.

Aprimorando a ciência — Em muitas dessas experiências os componentes de maior impacto referem-se à origem dos prováveis raptores e as circunstâncias do fato. Tal constatação já justifica a atenção por parte de profissionais da área da saúde mental – psicólogos e psiquiatras – e da sociologia, e como conseqüência induz a identificação dos fatores psicológicos e sociais envolvidos. Ademais, se houver indícios mensuráveis em termos empíricos, como fotos, filmes, vestígios químicos, resíduos metálicos e outros, deverão ser submetidos à análise em um laboratório competente. Seria possível assim trazer à tona uma realidade objetiva e independente do protagonista dessas vivências, dando margem a conjecturas sobre a origem externa do fenômeno, situando-o em um contexto muito mais amplo. A Ufologia, por sua própria natureza multifacetada, é considerada uma área potencial de estudos, pois gera demanda de praticamente todas as ciências, como se verificou no conclave sobre abduções realizado no Instituto de Tecnologia de Massachusetts [Massachusetts Institute of Technology, MIT], marco no avanço do reconhecimento da relevância desse complexo fenômeno para o saber humano. A Ufologia tem contribuído sobremaneira para o aprimoramento da própria ciência, estimulando o seu desenvolvimento mediante o comprometimento de profissionais em distintos projetos de pesquisa por todo o mundo. Estudos e teses têm sido elaborados em várias universidades, departamentos e institutos de pesquisa, seguindo uma linha científica rigorosa. Esforços e recursos são aliados e produzem resultados animadores.

No entanto, ainda se faz necessária, sem dúvida, uma aguda crítica às investigações do fenômeno das abduções, particularmente aquelas realizadas no Chile. Os poucos grupos ufológicos amadores que surgiram entre os anos 70 e 90 no país foram incapazes de abordar de maneira séria essa problemática. Havia situações patéticas com relação ao modo de encarar notícias dessa natureza por parte dos aficionados por UFOs. Certa vez, por exemplo, uma mulher se apresentou em um desses verdadeiros “clubes de discos voadores” informando estar vivenciando uma abdução. Ela apresentava marcas pelo corpo, certa consciência sobre sua experiência e algumas situações de amnésia. A atitude dos “investigadores” foi a de somente escutá-la. Não tomaram nenhuma iniciativa de procurar um psicólogo ou hipnólogo, e nem sequer a entrevistaram para buscar antecedentes de avistamentos ou abduções. Tampouco traçaram um perfil psicológico e histórico da abduzida ou sondaram a área onde ela disse ter vivido suas experiências.

Ausência de testes psicológicos — O único esforço feito por outro grupo de ufólogos, para validar o relato de outro caso de abdução, foi o de compará-lo a uma experiência similar, encontrando apenas uma característica comum. Ou seja, a veracidade do relato estava baseada na casual coincidência de um detalhe repetido em outra suposta abdução. Neste caso, igualmente, é até desnecessário dizer, testes psicológicos não foram aplicados. Ocorrências clássicas como a do cabo do Exército Chileno Armando Valdés – seqüestrado por uma luz desconhecida na madrugada de 25 de abril de 1977, que teria vivido cinco dias em apenas alguns minutos, conforme indicava a sua barba crescida [Veja box na seção Mensagem do Editor] –, nunca tiveram prosseguimento científico e menos ainda trato responsável. Para se ter uma idéia, Valdés chegou a ser submetido a degradantes sessões de eletrochoque, que lhe deixaram seqüelas muito piores às acarretadas por seus supostos raptores extraterrestres. Seu estado emocional foi tão abalado que não permitiu um trabalho de análise mais rigorosa. A combinação de vários fatores desfavoráveis impediu a investigação científica de certas denúncias. Todavia, desde os anos 40 são registradas em todo o mundo – e mais uma vez, especialmente no Chile – ocorrências com as mesmas características do Caso Valdés. Trata-se de um importante antecedente a ser considerado.

Os produtos ufológicos, cada vez mais consumidos por todos, como programas de televisão e literatura de ficção científica, podem ter influenciado na propagação de ocorrências inusitadas como as abduções alienígenas? Em um caso de 1943, a preceptora, ao observar uma entidade não identificada, pequena e microcéfala, desmaiou ante o impacto da vivência. A criatura, antes de desaparecer, deixou duas pegadas formadas por um líquido viscoso. A ficção científica já não teria antecipado experiências como essa? Para prejuízo da Ufologia, muitos ufólogos, por incapacidade, desinformação ou falta de recursos, negligenciaram esses aspectos, deixando-os se perderem no tempo.

Resgatando casos clássicos — Nosso grupo, a Associação de Investigações Ovniológicas Nacionais (AION), está atualmente tentando preencher esse vazio mediante um projeto denominado ABD, coordenado pelo doutor Mário Dussuel e com a participação e apoio de vários investigadores. Em primeira instância, os estudiosos resgatam e agrupam antigos casos de seqüestros. Na etapa seguinte, procuram saber o paradeiro dos seus protagonistas para agendamento de entrevista pessoal, caso ainda queiram falar de suas experiências. Posteriormente, é feita uma avaliação de suas vidas, para atestar a veracidade do relato. As pesquisas algumas vezes não se concluem de imediato, requerendo acompanhamento. Um dos tópicos relevantes desse projeto é a análise da influência dos meios de comunicação – sobretudo da televisão e do cinema, com seus seriados e filmes de ficção científica – junto ao grande público. Se por um lado os efeitos culturais são lancinantes, por outro não chegam a representar parcela significativa dos casos de contatos imediatos. Ou seja, a influência, em termos ufológicos, é um tanto débil. Principalmente dos Estados Unidos nos chegam múltiplos casos de abduções espetaculares, em que as evidências estão circunscritas ao mero relato da testemunha. Não há limites para o abduzido – sua fantasia corre solta, superando a de muitos autores de ficção científica. Quando analisamos a consistência interna desses relatos, no entanto, deparamo-nos quase sempre com uma repetição enfadonha dos conteúdos proporcionados por uma verdadeira subcultura ufológica. Hibridizações extraterrestres surgem por todos os lados, confundindo-se e concorrendo com seriados como Arquivo X [X Files, criado por Chris Carter em 1993] e uma mixórdia de produtos vendidos em lojas especializadas e até em supermercados.

Quem são os ufonautas? Parte 2



A eterna interrogação dos seres humanos — se nossos visitantes são amigáveis ou hostis — só será respondida quando houver um contato definitivo e aberto com eles

Flora Maria, por sua vez, contou que na noite de 02 de outubro de 1972 saiu da cidade com o marido Jatis Fernandes, com destino à Chácara Santa Rita, a uns 10 minutos de onde estavam. Na propriedade estava sendo realizada a festa de aniversário de seu filho, com a presença de várias crianças. Tudo corria bem até que, por volta das 21h40, um objeto opaco, com de mais de 30 m de diâmetro, apareceu a apenas 30 m de altura sobre as crianças, que estavam reunidas no pátio. O UFO tinha diversas janelas quadradas, através das quais saía uma luz cor-de-rosa. Permaneceu por alguns minutos parado no ar, sem emitir ruído algum. Nisso, dois cães começaram a latir muito e se aproximaram do disco. Após algum tempo, o objeto emitiu um clarão de luz por todo o local e partiu produzindo som semelhante ao de uma turbina, só que muito mais suave. No dia seguinte à ocorrência, quando Flora foi à feira na cidade, muitos comentaram que tinham visto algo estranho próximo à Chácara Santa Rita. Dois dias depois da festa, um dos cachorros amanheceu morto. Após quatro dias, o outro também morreu. “Eles tinham os olhos bem vermelhos e não apresentavam sinais de mordidas ou fraturas”. Segundo Flora, logo na manhã posterior ao aparecimento da nave, os animais não queriam comer e aparentavam desânimo. No dia anterior à morte do último cão, havíamos levado o mesmo a uma Faculdade de Veterinária de São Paulo. Ele foi examinado e não foi constatada nenhuma doença, mas o cachorro continuava abatido e se recusava a comer. Ninguém conseguiu descobrir a causa da morte, mas é lógico que algo os atingiu enquanto latiam para o disco. “Alguma coisa fez com que morressem, mesmo porque não estavam doentes anteriormente”, acredita Flora. Ao que parece, o clarão lançado pelo UFO teria matado os cães, embora não tenha afetado as crianças que estavam no local.

Queimado por uma bola de fogo — Há outros episódios do gênero na literatura ufológica mundial. Um deles, pesquisado pelo então capitão Edward J. Ruppelt, chefe do Projeto Blue Book, foi o Caso Deverges. Ruppelt introduziu argumentos novos depois de rigorosa investigação. Em seu livro Discos Voadores: Relatórios sobre os Objetos Aéreos Não Identificados [Editora Difel, 1979], afirma que o chefe de escoteiros Sonny Deverges mentiu sobre um fato acontecido em 1952. O capitão disse que ele teria omitido algumas informações, como se propositadamente quisesse estabelecer uma confusão. O fato ocorreu na noite de 19 de agosto daquele ano. Deverges, então com 30 anos, dirigia seu automóvel em companhia de três pupilos, quando, nas proximidades de um bosque, teve a atenção despertada por um UFO luminoso que parecia estar entre as árvores. Ele deixou os meninos no carro e foi até o local para ver do que se tratava. Algum tempo depois regressou aterrorizado e com vestígios de queimaduras nos braços e no boné.

O chefe dos escoteiros declarou à polícia local que, enquanto estava parado no meio da mata, um grande objeto em forma de disco pairou sobre sua cabeça e disparou um raio luminoso, que lhe queimou. O capitão Ruppelt foi à Flórida entrevistar os escoteiros, que lhe disseram que as luzes pareciam com as de um avião em pane. Como estavam munidos de duas lanternas elétricas, acompanharam a incursão de seu chefe mata a dentro. Deverges começou a sentir um cheiro e calor estranhos. Alguns passos adiante deparou-se com uma sombra escura, 15 m acima, que vedava a luz das estrelas. Voltou-se para trás e a iluminou com a lanterna. Foi quando avistou um objeto circular com uma depressão na parte inferior e uma torre na superior, que emitia um ruído quase imperceptível. O mesmo disparou uma pequena bola de fogo vermelha em sua direção, que se expandia conforme se aproximava. Ao ser atingido, Deverges desmaiou. Os escoteiros viram quando a bola o envolveu. Desesperados, saltaram do carro e correram em direção a uma fazenda nas proximidades. O proprietário chamou os policiais e todos ajudaram no resgate do rapaz que, ao voltar a si, saiu da mata apavorado. Os investigadores encontraram uma lanterna elétrica ainda acesa no local. No caminho, o chefe notou que seu rosto, braços e boné estavam queimados.

Lesões graves — Diante desse quadro, o delegado resolveu comunicar o caso à Força Aérea Norte-Americana (USAF). Ruppelt interpelou o médico que examinou Deverges, obtendo a confirmação de que este sofrera queimaduras ligeiras – comparáveis às produzidas pelo Sol – nos braços, costas das mãos e dentro do nariz. Outro aspecto deste caso é bastante intrigante: raízes de plantas da mata estavam queimadas, mas as folhas não. O calor necessário para tanto seria de 150 °C. Ruppelt reexaminou o local e concluiu que não havia fontes de águas quentes que pudessem ter aquecido a terra. Além disso, não existia nenhuma substância química no solo e nada mais que pudesse explicar o fenômeno. “A única maneira pela qual se teria feito a falsificação seria aquecendo o solo por baixo. Mas, como poderia isso ser feito sem o uso de um grande equipamento e sem revirar a terra? Até o momento as raízes chamuscadas permanecem um mistério”, declarou o oficial.

Caso Lança-Chamas — Outro fato de gravidade ligado aos UFOs foi o levantado pelo repórter Cataldo Bove, do jornal Diário do Povo, de Campinas (SP). Ele apurou um caso igualmente inusitado e desconcertante, que foi divulgado na edição de 10 de junho de 1959 e resumido por Bühler no boletim da SBEDV. Em setembro de 1957, um fazendeiro e dois empregados consertavam uma cerca que fazia divisa com uma usina de açúcar, quando repentinamente um dos funcionários se jogou ao solo. Os outros correram para ajudá-lo. Foi quando, apavorado, ele apontou para um objeto em forma de peneira, com uma cúpula em baixo e outra em cima, que sobrevoava o local. Eles estimaram ter ficado observando o objeto por cerca de 20 minutos, porém, o tempo relatado pelas testemunhas não pôde ser comprovado, pois o relógio deles havia parado. O artefato se mantinha pairando a uns dois metros do solo. Não emitia luz, nem qualquer ruído. Inesperadamente, de sua parte superior se abriu uma fenda, de onde emergiram três indivíduos com cerca de 1,70 m de altura, que deslizaram pela cúpula como se estivessem patinando. Usavam uma roupa furta-cor [Que altera sua cor conforme a incidência da luz], de tecido colante ao corpo, como malha. Em terra, começaram a andar observando primeiro a nave e, em seguida, as adjacências. Um deles carregava uma espécie de radar. Em dado momento, os extraterrestres moveram uma cúpula localizada em baixo do UFO, de onde retiraram um instrumento com mais ou menos 40 cm de comprimento por uns 30 cm de largura. Então, seguiram em direção ao rio, distante uns 800 m do local onde estavam.

A essa altura, o fazendeiro tinha mandado um de seus empregados ir até a cidade e trazer um fotógrafo que pudesse documentar aquilo. Mas o empregado, apavorado, foi e não voltou. O proprietário, juntamente com o outro rapaz, aproximou-se da nave e a rodearam em busca de alguma abertura. Notaram pequenos espaços cobertos com algo metálico, parecido com um coador de cafeteira. Foi então que o fazendeiro tomou coragem e bateu com a carabina no disco. O som ecoava dentro do UFO, como se fosse oco. Usou, então, seu facão paraguaio para deslocar uma espécie de rebite do aparelho. Notou que o material não era ferro ou chapa. Além disso, não se parecia com metal e sim com algo plastificado, como uma resina acrílica. O objeto tinha as cores prata e dourada. Era redondo, com discos de tamanhos diferentes sobrepostos e três peneiras. A parte de baixo era côncava e no centro havia uma outra cúpula convexa, que foi retirada e deixada de lado. O disco estava assentado sobre um tripé, tendo nas extremidades três esferas maciças e metálicas, com diâmetro entre 1,20 m e 1,50 m, que estavam afundadas no chão, a uns 40 cm. Essas bolas estavam protegidas por uma espécie de cúpula, que tinha em cima alguns pistões que manobravam o tripé. Eram cromadas e refletiam imagens espelhadas. Havia na parte de baixo um disco em formato de volante transparente, com mais de 20 perfurações, cujo centro era repleto de circunferências metálicas que se movimentavam.

As testemunhas viram quando os três tripulantes retornaram do rio trazendo um instrumento. Ao passarem perto de um pé de Jacarandá, um dos ETs, que trazia um tubo nas costas, acionou uma espécie de lança-chamas na referida árvore, queimando-a. Os três tripulantes passaram a uma distância de 50 m das testemunhas e eram aparentemente normais, semelhantes a humanos. O fazendeiro e o funcionário verificaram que, da casa daquele rapaz que foi à cidade buscar ajuda, e que não voltou, os alienígenas retiraram alguns objetos de uso doméstico, como facas, latas de doce, conservas e até uma metralhadora alemã. Entrevistados pelo pesquisador Bühler, os indivíduos confirmaram o fato. Eles apenas acrescentaram que durante aproximadamente seis meses sentiram “certa fraqueza nas pernas”, só se locomovendo com o uso de bengala.

Embate com extraterrestres — Vejamos mais uma ocorrência estarrecedora. No dia 28 de novembro de 1954, às 02h00, Gustavo Gonzales e José Ponce iam de caminhão até o mercado municipal de Petare, Caracas, Venezuela, quando foram obrigados a parar devido ao bloqueio da rua principal por uma enorme esfera luminosa suspensa a dois metros do solo. Gonzales foi averiguar o que estava acontecendo e notou uma pequena criatura de um metro de altura, com o corpo coberto de pêlos, vindo rapidamente em sua direção. Os olhos do ser pareciam brilhar, como os de um felino. Ele tentou agarrá-lo, mas logo sentiu o quanto seu corpo era rígido. O pequenino empurrou-o violentamente e tornou a ir em sua direção, dessa vez com as mãos estendidas, deixando à mostra longas garras. O rapaz então sacou sua faca e golpeou o ser na altura do ombro. A lâmina, no entanto, em vez de penetrar na carne, faiscou em contato com os pêlos, como se fossem metálicos. No desenrolar da luta, Ponce observou duas criaturas semelhantes saírem correndo de uma rua próxima, aparentemente carregando cascalho para dentro do objeto. Apavorado, o homem resolveu chamar a polícia, torcendo para que seu companheiro não fosse ferido na luta. Gonzales ainda empunhava a faca no momento em que um dos seres saiu da esfera segurando um tubo em uma das mãos, de onde disparou um jato de luz. Ponce relatava o caso na delegacia local quando os policiais trouxeram Gonzales, bastante perturbado e machucado. A polícia confirmou a história para a imprensa, segundo informou o ufólogo Jader U. Pereira, na obra Tipologia dos Humanóides Extraterrestres, da primeira fase da Coleção Biblioteca UFO [Disponível através do software Revista UFO Digital. Veja Portal UFO – www.ufo.com.br].

“Estopa velha” — Em 20 de dezembro de 1958, em Hoganas, Suécia, dois jovens de 20 anos viram um disco de aproximadamente cinco metros de diâmetro e um metro de altura estacionado, apoiado sobre três pernas. Ao se aproximarem dele, foram atacados por quatro criaturas amorfas de cor cinza chumbo. Os seres tinham cerca de 1,30 m de altura e espessura de 40 cm. Pareciam adivinhar as intenções dos jovens. Foi quando começaram lutar. Ao esmurrar um dos seres no ombro, a mão de uma das testemunhas simplesmente afundou no corpo gelatinoso, que exalava um cheiro semelhante a “estopa velha”. A luta com as criaturas durou de quatro a sete minutos, quando as criaturas finalmente retornaram para o disco que, ao ser aberto, emitiu um som apavorante. Os jovens ficaram paralisados devido às vibrações do UFO. Pouco tempo depois, foram socorridos e levados a um hospital próximo. Após um mês do ocorrido, o psiquiatra Ingeborg Kjellin os examinou e atestou sanidade. Posteriormente, submetidos à análise hipnótica pelos doutores Lars Erick, Essen e Kilhelm Hellstein, confirmaram suas declarações do fato. As informações desse caso estão guardadas no Departamento de Defesa Militar da Suécia.

Quem são os ufonautas?

Seja qual for a intenção dos ufonautas, o simples fato de surgirem inesperadamente em um ambiente que não está preparado para entendê-los já denota um modus operandi invasivo e perturbador. As armas que utilizam, tanto para repelir uma eventual agressão como para atacar deliberadamente, muitas vezes gratuitamente e com requintes de sadismo, não são “inofensivas” como alegam os partidários da corrente angelical da Ufologia, mas bastante contundentes e até excessivas. Mais do que paralisantes ou atordoantes, seus raios luminosos chegam a cegar, podem ser cancerígenos, vampirescos e até fulminantes, como foi apresentado no artigo Raios de Luz que Ferem e Matam [Veja UFO Especial 030]. Cabe ressaltar que o uso “civilizado” desse poder jamais se faz desacompanhado de uma teatralidade planejada, pois é parte do exercício do mesmo. O palco, o cenário e os figurinos são cuidadosamente arranjados e a ação, bem ensaiada. O espetáculo é montado preferencialmente em lugares ermos, afastados e isolados, geralmente em períodos noturnos e em horas intempestivas. Abusa-se de uma impressionante mis-en-scêne, com uso de luzes que piscam incessantemente e até hipnotizam, sons monótonos e repetitivos, indutores de estado de catalepsia e torpor, liberação de substâncias químicas irritantes ou sufocantes etc. A arte de nossos visitantes é, por sua própria natureza, performática.

Estetização da violência, teatro da crueldade ou festival de absurdos? Não importa a nomenclatura que se dê às ameaçadoras encenações desses seres. Mesmo as de baixo grau de intensidade são perigosas o bastante para desencadear distúrbios e traumas mentais muitas vezes irreversíveis nas vítimas. Já entrevistamos dezenas de testemunhas cujas vidas foram seriamente prejudicadas. Em nossas visitas a hospitais psiquiátricos, temos encontrado pacientes internados há anos e até décadas em decorrência do encontro com “inocentes” luzes noturnas [Veja UFO 049]. As seqüelas são catastróficas e duradouras: choque nervoso, estados febris e delirantes, paranóia, Síndrome do Pânico, depressão, insônia, pesadelos, amnésia, enxaqueca, náusea, cólicas e desmaios prolongados. Muitos têm os membros paralisados ou inutilizados, além de apresentar hemorragias, tumores cancerígenos, queimaduras etc.

O homem que derreteu É deveras significativo que um dos casos clássicos da Ufologia seja um exemplo de comportamento hostil, reunindo as peculiaridades da imprevisibilidade, sadismo e rudeza. Há 61 anos, no dia 04 de março de 1946, uma segunda-feira de Carnaval, mais de um ano antes do início da Era Moderna dos Discos Voadores, o lavrador João Prestes Filho, 44 anos, e Salvador dos Santos – ambos moradores do Bairro Cotiano, da então Vila de Araçariguama, distrito da cidade de São Roque, a cerca de 70 km de São Paulo – foram pescar às margens do Rio Tietê. Ao anoitecer, por volta das 19h00, começou uma chuva fina e persistente, e ambos resolveram voltar para suas casas. Prestes Filho havia combinado com sua esposa Silvina Nunes Prestes que trancasse a porta ao sair para os festejos, já que ele adentraria pela janela, que deveria ficar apenas encostada. Quando empurrou a janela, no entanto, uma luz fortíssima vinda do alto lhe acertou em cheio no rosto. O clarão ofuscante queimou-lhe toda a parte desnuda do corpo – estava com camisa de mangas curtas desabotoada até a metade, calças arregaçadas, sem chapéu e de pés descalços – e só não lhe queimou os olhos porque ele os protegeu com as mãos. Abalado, correu alucinado em direção à casa de sua irmã Maria, distante uns dois quilômetros. Gritava e pedia socorro: “Me acuda, me acuda...” Várias pessoas atenderam o chamado: sua irmã, os comerciantes Jonas de Souza e Guilherme da Silva, o corretor de imóveis João Gennari, o arrecadador de impostos da Prefeitura de São Roque, o tesoureiro de Araçariguama Araci Gomide, que também atuava como boticário nas horas vagas e servira o Exército junto com Prestes Filho, e o delegado João Malaquias.

O rapaz não apresentava sinais de ferimentos externos nem sentia dor, mas seus olhos arregalados estampavam pavor. Sua pele estava enrugada, como se tivesse sido cozida em água fervente. De repente, os músculos começaram a se desprender dos ossos, aos pedaços, trazendo “o horror mais espantoso que poderia ter surgido na mente dos presentes”, segundo relatou Antonio Las Heras em seu livro Informe sobre los Visitantes Extraterrestres y sus Naves Voladoras [Relatório sobre os Visitantes Extraterrenos e suas Naves Voadoras, Editora Rodolfo Alonso, 1974]. O jornalista e ufólogo Adilson Machado escreveu a propósito que, “aturdidos, os amigos e parentes viam as carnes de João se soltando, rolando sobre o lençol e o assoalho. Primeiro caíram os músculos dos braços, seguidos pelos do peito, das mãos e das partes inferiores do corpo”. Os ossos e os nervos iam ficando descobertos. O inspetor Gomide viu o nariz e as orelhas de Prestes Filho se desprenderem e rolarem até o chão. Por incrível que pareça, a vítima continuava lúcida, acompanhando tudo. Com a boca deformada, ainda tentava falar, mas não conseguia articular as palavras. Para comunicar-se, o rapaz agora movia a cabeça, e com extrema dificuldade. Colocaram-no num caminhão e foram para a Santa Casa, no município vizinho de Santana de Parnaíba, à 19 km. O médico Luiz Caligiuri, ao ver o estado do paciente, que descarnava ao menor movimento, desenganou-o. Apenas três horas depois do incidente, às 22h00, Prestes Filho morreu. A causa mortis apontada por Caligiuri na certidão de óbito, emitida pelo Cartório de Santana de Parnaíba, foi “colapso cardíaco e queimaduras generalizadas de primeiro e segundo graus”.

Repercussão mundial — Em setembro de 1971, Felipe Machado Carrion, professor de cosmologia do Colégio Estadual Júlio de Castilhos, de Porto Alegre (RS), e autor do livro Discos Voadores: Imprevisíveis e Conturbadores [Editora Gráfica Educandário São Luiz, 1968], participou em São Paulo do IV Colóquio Brasileiro sobre UFOs. Na ocasião, tomou conhecimento do Caso Prestes por meio do dentista Irineu José da Silveira – um dos primeiros a pesquisá-lo –, que alguns meses depois enviou-lhe o relatório completo a respeito. O material serviu de base para o artigo de Carrion publicado na revista belga Phénomènes Spatiaux e, mais tarde, traduzido para o boletim Stendek, do Centro de Estudos Interplanetários (CEI), de Barcelona, Espanha. Em dezembro de 1972, o médico Walter Karl Bühler, então presidente da Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV), procurou Irineu Silveira e Tito Lívio Gigliardi, a fim de apurar informações mais precisas sobre o fato. Bühler, defensor da filosofia de “fraternidade cósmica”, do contatado George Adamski, soube que em meados daquele ano uma equipe de pesquisadores – composta por Silveira, Gabliardi, Raul Calfat, Jonas de Souza, Guilherme da Silva Pontes e João Genari – tentou obter novos elementos que confirmassem o relato de Gomide. Ele opunha-se aos acontecimentos e tinha a tendência de destratar a maioria dos fenômenos de agressão e morte causados pelos ocupantes dos UFOs, por mais claros e evidentes que fossem. Assim, concluiu-se que Prestes morreu em decorrência de queimaduras por lampião ou querosene.



Cena no filme A Guerra dos Mundos, com Tom Cruise, mostra que não há o que fazer quando se é alvo de seres extraterrestres. Uma abdução planejada para ocorrer é inevitável

Essa hipótese nunca foi aceita, até porque esse tipo de morte ocorre em conseqüência da gravidade de ferimentos de terceiro grau, que ultrapassam cerca de 50% do corpo, ou por choque hipovolêmico, crise aguda de insuficiência cardiovascular, causada geralmente por hemorragias graves ou desidratação, em que a perda de sangue leva à diminuição da pressão arterial. Nestes casos, a vítima falece imediatamente ou sobrevive por alguns dias, até que os rins são afetados e a morte é inevitável. Em 15 de setembro de 1973, o ufólogo Max Berezovsky, presidente da Associação de Pesquisas Exológicas (APEX), juntamente com os ufólogos Guilherme Willi Wirz, João Evangelista Ferraz, E. Krishna Anaken, William Lee Júnior e pesquisadores da Associação Brasileira de Estudos das Civilizações Extraterrestres (ABECE), foi recebido em São Roque pela equipe de pesquisadores acima descrita. Todos traçaram planos preliminares para a pesquisa do caso. No ano seguinte, em 28 de setembro, Wirz, Ivone Brandão, Luiz Jesus Braga Cavalcanti de Araújo e Fernando Grossmann voltaram à cidade e entrevistaram Araci Gomide, que morava num sítio às margens do Rio Tietê e era amigo de Prestes Filho. Por ter exercido a enfermagem nas Forças Armadas, ele foi chamado para socorrê-lo cerca de duas horas depois do incidente com a misteriosa luz. Na ocasião, ao ver o estado do colega, perguntou-lhe quem havia feito aquilo, pois parecia ter sido escaldado em água fervente. Prestes Filho, ainda perfeitamente lúcido, respondeu: “Ninguém me queimou, nem com água ou fogo”. Mas ele não sabia exatamente o que tinha acontecido.

Escaldado em água fervente — Questionado se estava com alguma dor, pois tinha os músculos se soltando dos ossos, disse que não sentia nada. Além disso, nenhuma parte de seu corpo estava chamuscada: nem os cabelos, pêlos ou roupas. Gomide aproximou-se da vítima e o cheirou. Não sentiu odor de queimaduras ou mesmo de combustível, como querosene ou álcool. De acordo com o enfermeiro, a vítima também não estava alcoolizada. Grossmann e Araújo concluíram que Prestes Filho não foi queimado por chama oriunda de combustíveis convencionais, nem por algum líquido muito quente. Mas não sabiam o que havia acontecido exatamente. Durante sua viagem ao Brasil, em abril de 1980, o astrofísico francês Jacques Vallée conferiu prioridade máxima às ocorrências em que o contato com UFOs resultava em infortúnio semelhante ao de Prestes Filho ou então ao Caso das Máscaras de Chumbo [Veja UFO 087]. Vallée pesquisou minuciosamente esse último fato, ocorrido na década de 60, e chegou a visitar o local do incidente, no Morro do Vintém, em Niterói (RJ). Na ocasião, nenhum sinal de violência ou luta foi encontrado em Miguel José Viana e Manoel Pereira da Cruz, que faleceram em decorrência de uma sinistra experiência. Seus corpos estavam próximos, um ao lado do outro, deitados de costas no chão.

Várias coisas chamaram à atenção da polícia, como um par de óculos pretos com uma aliança em uma das hastes, um lenço com as iniciais M. A. S., duas máscaras de chumbo e um papel com equações básicas de eletrônica. Uma delas era a Lei de Ohm, envolvendo potência, tensão, corrente e resistência. Junto disso estava um curioso pedaço de papel com os dizeres: “16h30 – Estar no local determinado. 18h30 – Ingerir cápsula. Após efeito, proteger metais. Aguardar sinal – Máscara”. Assim como o de Prestes Filho, esse caso também não foi solucionado. Até mesmo a autópsia realizada nos cadáveres, pelo médico legista Astor Pereira de Melo, nada revelou como causa da morte dos rapazes, pois não havia sinais de violência, envenenamento ou distúrbios orgânicos. Nem mesmo indícios de contaminação por radioatividade. Vallée alarmou-se ao constatar que a lista de vítimas desse tipo de agressão – que parte de seres extraterrestres – era maior do que se poderia pensar examinando a literatura ufológica. E o primeiro nome da relação era justamente o de João Prestes Filho.

Clarão que mata — Na segunda metade da década de 90, após permanecer vários anos sem quaisquer novidades, resgatamos a ocorrência com o auxílio do consultor de UFO Pablo Villarrubia Mauso, e redigimos extensas matérias em que foi apresentada grande parte dos resultados das análises. Elaboramos uma reconstituição do histórico acontecimento, inferindo algumas conclusões, citando documentos, narrando as viagens à região e transcrevendo as entrevistas que realizamos com antigos moradores que presenciaram a agonia de Prestes Filho e a aparição constante de fenômenos luminosos – que há décadas fazem evoluções caprichosamente pelo céu noturno, infundindo pavor, inquietação e enriquecendo a tradição folclórica local [Veja UFO 060]. Na década de 70, o jovem pesquisador de astronáutica e Ufologia Gustavo Correa entrevistou o ex-vice-prefeito e então presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Roque, Dante Bastos, e a moradora Flora Maria de Mattos Fernandes. Bastos relatou que certa vez observou de sua chácara que “um desses objetos vinha do sul, enquanto que um avião bimotor rumava no sentido norte. Os dois estavam em rota de colisão. Quando já bastante próximos um do outro, o objeto não identificado desviou bruscamente para cima, continuando a aeronave em sua rota normal”. Na época, ele empregava cerca de 20 homens em sua propriedade rural e muitos deles, senão todos, já tinham avistado tais artefatos. Um desses trabalhadores, Jurandir Pereira, disse que certo dia, ao levantar-se, às 05h00, viu um UFO metálico e semelhante a uma bacia virada para baixo.