24 de outubro de 2010

Texto: "A revolução não começa nas ruas, mas sim em casa"

Texto Retirado do Site: Prova Final

Autor: Michael Debreda Rocha

Milhões de pessoas na rua, em Paris, Washington, Atenas … ..
Todos parecem surpresos e revoltados com as medidas de austeridade.
Em 2008, os estados do mundo inteiro despejaram bilhões para salvar todos os bancos do planeta.

O que é que pensamos? Que os ricos pagariam?
Desde quando é que obrigam os ricos a pagar?
Como sempre, as pessoas é que terão de suportar a mega-crise do crédito (e todas as suas ramificações).

O que é triste, é que a revolta é tardia, e acima de tudo, desnecessária.
Porquê?
Para fazer uma revolução é preciso estar disposto a sacrifícios e a profundas mudanças.
Portanto …

Quem está pronto para se tornar inquilino em vez de proprietário à crédito?
Quem está pronto para tirar uma longa licença parental para cuidar de seu filho?
Quem está pronto para ir de férias uma vez a cada dois anos?
Quem está pronto para comprar um Fiat 500 twin-air (900cc, 95g/co2, 3.5l/100km) em vez de um Nissan Quashqai?
Quem está disposto a gastar 15.000 € (recuperados em menos de 5 anos) para produzir seu próprio consumo de energia?
Quem está pronto para abandonar o último iPhone (600 euros) e PS3 (300 euros + 50 euros por jogo)?
Quem está pronto para esvaziar a conta bancaria, para comprar ouro e prata?
Quem está pronto para visitar um terapeuta de casais, antes de correr ao seu advogado para iniciar um processo de divórcio?

Ora portanto, as pessoas estão nas ruas, mas as pessoas querem realmente mudar?
Se a resposta for não, então é desperdício de energia!

Eu não estou nas ruas, mas tento mudar as coisas à partir de dentro, martelando os cérebros e as almas, com argumentos lógicos e convincentes.

Depois de ler meus editoriais, você poderá pensar (erradamente) que sou hiper-materialista e oportunista.
Não é verdade, meu objectivo final é tentar devolver uma alma aos meus leitores.

Hoje, 90% das pessoas são máquinas, não humanos.
máquinas programadas, orientadas e manipuladas por forças invisíveis (mídia, televisão, filmes, vídeo clipes, moda, etc …)

-O que pensar sobre as milhares de crianças que dormem na frente da livraria na véspera do lançamento do último Harry Potter?
-O que pensar sobre os pais que vão gastar mais de 100 euros (final de outubro) para adquirir toda a panóplia necessária (bruxas, vassouras, roupas, abóbora, etc ..) para participar na festa do Halloween?
-O que pensar sobre todas as pessoas que conduzem uma 4×4, para levar seus “pequenos deuses” à escola?

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Gandhi em seu tempo, disse: “O homem moderno funciona, mas não vive …. “

Nossa sociedade está profundamente doente, o problema é que ao dizer que somos o “farol” do mundo, ninguém se convence disso.

Nós quebramos tudo!
A Fé, o casamento, a família, a natureza, a economia.

Tudo isto para quê?
Para passar a maior parte do tempo em engarrafamentos, até ter 70 anos (nova idade da reforma em breve)?
Para ter o privilégio de morrer sozinho numa casa de repouso, após 2 ou 3 divórcios?

Eis uma frase para meditar:
“Não é um sinal de boa saúde, estar bem adaptado numa sociedade profundamente doente.”

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Kondiaronk – Chefe Nativo Americano Huron-Wendat do século XVII

Michael Debreda Rocha

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